Terapia da Fala

Terapeuta da Fala intervém em qualquer faixa etária, representando uma melhoria na qualidade de vida para a prevenção, avaliação e tratamento de problemas da comunicação humana e perturbações relacionadas.

CORREÇÃO DE PROBLEMAS DA FALA, LINGUAGEM E VOZ

A Terapia da Fala é a área da saúde que previne, identifica, estuda e trata problemas relacionados com a zona orofacial, linguagem e comunicação. Além de corrigir problemas da fala, linguagem e voz, a terapia da fala intervém ainda na mastigação, funções auditiva, visual, cognitiva e respiratória.


  • Corrige problemas da fala;
  • Corrige problemas da linguagem;
  • Corrige problemas da voz;
  • Intervém na mastigação;
  • Desenvolve a capacidade auditiva;
  • Ajuda na função visual;
  • Promove o desenvolvimento cognitivo;
  • Melhora a função respiratória.

BENEFÍCIOS DA TERAPIA DA FALA

A consulta de Terapia da Fala tem a duração de cerca de uma hora e consiste numa avaliação inicial do paciente e dos problemas que o levam até ao consultório do terapeuta. Seguidamente são sinalizados os problemas e possíveis origens para que o terapeuta da fala possa iniciar o tratamento mais adequado. O tratamento depende da patologia e pode implicar exercícios de dicção

  • Melhoria da compreensão e expressão;
  • Correção de problemas de dicção;
  • Correção de problemas de respiração;
  • Melhoria da mastigação no caso de se engasgar frequentemente;
  • Exercita os movimentos orofaciais;
  • Melhoria da escrita e da leitura;
  • Ajuda na recuperação de AVC.

Em primeiro lugar, é importante saber a idade da criança de que estamos a falar, isto porque a aprendizagem dos sons da linguagem é gradual e surgem com o desenvolvimento. O som /r/ é dos últimos sons a surgir nas crianças, pelo que, se se tratar de uma criança até aos 4 ou 5 anos, é aceitável que o som ainda não esteja assimilado. Daí para a frente, se esta troca permanecer deve consultar um terapeuta da fala para verificar se é necessária intervenção a esse nível ou não.

Aos dois anos já existe um conjunto de competências que a criança deveria ter adquirido (consultar artigo sobre as competências de comunicação entre os 2 e os 6 anos de idade, neste link http://www.maemequer.pt/desenvolvimento-infantil/crescer/desenvolvimento/quais-as-competencias-de-comunicacao-esperadas-desde-os-2-aos-6-anos-de-idade). No caso de a criança não produzir som algum, mesmo que não sejam “palavras” deve consultar um otorrinolaringologista para verificar a sua audição. Após obter o resultado dos exames, sugerimos que consulte um terapeuta da fala para avaliar a criança e indicar intervenção, se for necessário.

O falar é bom sinal mas se não compreende o que ela lhe diz, estamos perante um problema de inteligibilidade, ou seja, a criança recorre à fala para transmitir uma mensagem que tem um conteúdo e, possivelmente, uma forma, mas não articula claramente os sons que a constituem. Nestes casos e, mais uma vez consoante a idade da criança e as competências que correspondem à sua faixa etária (consultar artigo sobre as competências esperadas no desenvolvimento da linguagem entre os 2 e os 6 anos de idade http://www.maemequer.pt/desenvolvimento-infantil/crescer/desenvolvimento/ quais-as-competencias-de-comunicacao-esperadas-desde-os-2-aos-6-anos-de-idade), deve consultar um terapeuta da fala. Em caso de intervenção, o terapeuta irá fornecer à criança o modelo correcto do som e explicará como deve fazer para o produzir.

Se por frases correctas entende as que se formam por “Sujeito-Verbo-Objecto (SVO)” (por exemplo: Sofia come pão), as crianças adquirem essa competência entre os 2 e os 3 anos. As frases serão simples e talvez com erros de concordância e de género mas a estrutura gramatical será correcta se for SVO (por exemplo: Sofia come pãos).Quanto a frases correctas a todos os níveis gramaticais, essas surgiram por volta dos 4 ou 5 anos em que os plurais, preposições, complementos directos e indirectos, entre outros, são usados pela criança.

A disfluência fisiológica, conhecida como gaguez, é comum até aos 5 anos de idade e tende a desaparecer com o desenvolvimento da criança. Tal acontece por consequência do processo de aprendizagem que a criança está a passar, isto é, o seu pensamento poderá ser mais rápido que a capacidade de produzir as palavras que quer transmitir. Quando tal acontecer, deve deixar a criança terminar a acção sozinha, pois completar a palavra por ela ou corrigi-la poderá ter o efeito contrário ao que pretende. Dê tempo para que organize o seu pensamento e termine a palavra. Caso verifique que a situação se prolongou e não é passageira consulte um terapeuta da fala para esclarecer as suas dúvidas.

O uso da chucha pode prejudicar a fala das crianças. É necessário estar atento quanto aos problemas que o uso tardio da chucha podem causar. Vários estudos comprovam a influência negativa da chucha na dentição e o favorecimento da incidência de bactérias. Mas o problema poderá ir mais além, pois ao comprometer a dentição consequentemente prejudicará a fala da criança. É necessário que a criança tenha uma estrutura bocal “normal”, ou seja, os dentes bem encaixados, para uma correcta articulação dos fonemas. As chuchas também podem contribuir para que o bebé se acostume a respirar pela boca, alterando assim a produção dos sons.

Primeiro, é importante distinguir a gaguez da disfluência. A gaguez é a repetição involuntária, prolongamento ou bloqueio que interrompe o fluxo normal da fala. Já a disfluência, é um problema normal de linguagem que consiste em fazer pausas, repetir palavras/sons, seja no início da frase ou no fim, por a criança estar a pensar como a deve terminar. Surge sobretudo entre os 2 e os 5 anos de idade (anos de desenvolvimento rápido da linguagem), porém a maioria das crianças que tiveram este problema não vieram a desenvolver gaguez

A gaguez pode ter origem em diversos factores (físicos e emocionais, por exemplo) ou directamente ligados a diferentes contextos, como a escola e a família. No que se refere à hereditariedade, segundo os estudos realizados não é tanto a gaguez que é hereditária, mas antes os padrões particulares do desenvolvimento da linguagem. Se verificar que o seu filho se enquadra num deste aspectos e deseja ajudá-lo a ultrapassar essa dificuldade deve consultar um terapeuta da fala.

Perante a situação descrita, existem duas hipóteses para essa “confusão” entre aquelas letras: dislexia ou perturbação do processamento auditivo. A primeira consiste numa dificuldade de aprendizagem específica, cujos sintomas facilmente se confundem com outras patologias.

A Perturbação do Processamento Auditivo (PPA) é, por sua vez, uma disfunção auditiva que impede a capacidade de reconhecer e interpretar os sons, tendo como consequência problemas ao nível da linguagem e da aprendizagem.
Por vezes, trocar as letras na escrita e ter dificuldades na compreensão dos textos são sintomas comuns entre estas duas patologias.
Neste caso, a semelhança fonológica (som) e ortográfica (escrita) das letras é grande o que pode trazer confusão à criança a esses dois níveis. Para fazer o despiste consulte um terapeuta da fala.

Nos dias de hoje, as crianças apresentam mais dificuldades nas transições alimentares, estando associados hábitos orais tardios, alterações de integração sensorial oral, que aumentam essas dificuldades. Estas aparecem muitas vezes pela introdução tardia da variação alimentar ao nível da consistência, textura e sabor.

Como resposta às dificuldades apresentadas na introdução de texturas menos pastosas e com consistências mistas, a criança poderá apresentar alguns destes comportamentos: náusea ao olhar para os alimentos, reflexo do vómito exagerado, cuspir o alimento, engasgos, manter o alimento na boca guardando-o na bochecha, entre outros. É de salientar que muitos destes comportamentos, tanto ao nível do desenvolvimento sensorial global como oral, nalgumas crianças são devidos a já apresentarem de alguma forma, uma maior predisposição para estas dificuldades.
Os cuidadores da criança deverão persistir nessa transição da consistência alimentar no seu tempo adequado, sem frustrar a criança mas evitando que esta adquire “cisma” àquele tipo de alimentos. Caso as suas dúvidas persistam ou necessite de uma avaliação mais aprofundada, consulte um terapeuta da fala.

A Terapia da Fala é importante para crianças que apresentem dificuldades de linguagem, em perceber sons e os reproduzir. Estes problemas podem afetar a capacidade de fala, mas também a de leitura e aprendizagem. É extremamente importante detetar antecipadamente problemas ao nível do desenvolvimento da linguagem para que, de forma rápida, se possa intervir e prevenir futuras dificuldade de aprendizagem.